quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Sai o jornalismo, entra a panfletagem

Hoje meus gatos resolveram me acordar às 5 horas da manhã derrubando tudo de cima dos móveis. Perdi o sono, peguei o celular e o algorítimo do Facebook resolveu que eu adoraria ver as notícias do Globo naquele fim de madrugada.
Acabei anotando: todas as notícias eram sobre alguma lacração, zero com alguma descrição isenta dos fatos.
Uma sobre a Oprah vencer o Trump numa imaginária eleição, uma com direito a coraçãozinho comemorando o "casamento" gay na Austrália, duas metendo o pau no Bolsonaro, uma com encômios à pedófila Simone de Beauvoir, uma da economista Míriam Leitão defendendo o feminismo histérico dos dias de hoje e uma gracinha sobre uma escola de samba do Rio colocar o nome do prefeito Marcelo Crivella nas nádegas de uma escultura.
Se não estivesse ali bem claro que aquela é a página oficial do Globo, qualquer um poderia pensar que é algum jornalzinho de DCE de federal.
Os jornais hoje abdicaram da informação e passaram a se dedicar a te dizer que as coisas que sempre foram normais (porque são normais mesmo) estão erradas.
Se você acha absurdo que um travesti/transsexual dispute partidas de vôlei no meio de moças, você é "transfóbico". Se você percebe que quem mais mata em nome de religião no mundo são os seguidores de Maomé, você é "islamofóbico".
Se você cansou, como disse o apresentador Ratinho, de ver "viado" na TV desde a Sessão da Tarde até a Sessão de Gala, você é "homofóbico". Se a idéia de que um homem passando uma cantada em uma mulher para você não tem nada a ver com "abuso" ou mesmo "estupro", você é um machista.
E por aí vai.
Jornalistas, "especialistas", artistas que precisam deixar seu tributo no altar do politicamente correto caso contrário são ostracizados, nulidades e embusteiros profissionais, todos estão unidos nesse ataque diário ao que chamam de "senso comum que precisa ser desconstruído", mas que nada mais é do que o bom e velho bom senso.
Não existe mais notícia, por exemplo: algo acontece e eles te contam. Só "narrativa", engenharia social, lacração, lição de moral, cagação de regra e panfletagem.
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