quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

As montarias de opinião

O que essa gente igual o Reinaldo Azevedo e a Rachel Sherazade não entendem é que eles não são "formadores" de opinião nenhuma. Eles serviam para amplificar uma opinião que já existia.
Agora que resolveram fazer um pivô, viraram descartáveis.
Muitos torcem - de forma silenciosa ou não - pela volta do petismo ou de algum governo com aquele viés de esquerda que facilite fazer oposição.
Quantos e quantos colunistas, escritores, apresentadores de programas e palestrantes não se fizeram como profissionais do anti-petismo, mesmo tendo posições em relação aos temas sociais bem próximas às do PT?
É uma turma desarmamentista, indiferente à ideologia de gênero, à doutrinação nas salas de aula, seletivos na indignação com a corrupção, apologistas de um "estado de direito" que só funciona para quem pode pagar advogados caros que são mestres em embargos auriculares com os ministros deste STF esculhambado, enfim, gente que era apenas anti-PT e muito pouco além disso.
Todos se serviram muito bem da multidão de pessoas que não tinha voz na luta contra o lulopetismo e agora pensam que podem tocar este gado para onde bem entenderem.
Mas se enganam profundamente.
Foram apenas montaria para um conjunto de valores que precisava ser conhecido, carregaram no lombo o que conservadores do país inteiro já traziam nos seus corações e mentes e hoje já não são mais necessários.
Podem ir pastar em outra freguesia.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

A geração problematizadora e mala sem alça

O Globo publicou até com certo orgulho uma reportagem sobre a geração atual assistindo e "problematizando" seriados dos anos 90. O texto fala sobre alguns jovens - que se forem espertos, envelhecem o mais rapidamente possível - como Eliza, que era uma criança na época do famoso seriado "Friends" e que hoje, tadinha, se incomoda com tanta homofobia, gordofobia, misoginia e a "ausência de negros" no programa. Esses "jovens" - não dá para saber ao certo o quão jovens são, já que a adolescência hoje em dia parece durar até os 35 - têm uma "postura crítica" e vêm "desconstruindo" produtos culturais das gerações anteriores, comemora o repórter militante. Um deles chega a admitir: "somos a famosa geração mimimi, tudo é problematizado". E dão o aviso, em tom de ameaça: não há mais carta-branca para expor preconceito na indústria do entretenimento. A reportagem prossegue dizendo que filmes sofreram ameaça de boicote por mostrarem "brancos demais", youtubers foram achincalhados por piadas consideradas "transfóbicas" e editoras americanas estão contratando "leitores sensíveis", para ler as obras antes da publicação e cortar trechos "ofensivos". Tudo para "reeducar" empresas e pessoas, com a intenção de que estas se policiem e evitem "deslizes" que possam ser "problematizados" na internet. Uma das consultoras entrevistadas disse que "a gente que trabalha com entretenimento está mais atento para certas questões, vejo que as piadas estão mais contidas, mas mesmo com um filtro maior acho que ainda dá para ser criativo". Mas não pense que apenas "Friends", "Sex and the City" ou "Gatinhas e Gatões" são vítimas da geração que nada produz e tudo quer "desconstruir". Até o Pica-Pau entrou na roda, acusado de ser desonesto e sempre se dar bem. O que acontece é que toda essa gente chata e mala sem alça foi criada numa sociedade onde tudo é mais fácil para eles. Desde a família dizendo que são brilhantes, escolas dando medalha de participação, pais "negociando" e sendo coleguinhas ao invés de educar, muita oferta de entretenimento rápido e de fácil acesso, ou seja, nunca tiveram que se esforçar muito por nada. Lembro que na minha infância tínhamos uns 5 canais de TV. Era assistir a um deles e pronto. Reclamações? Só enviando alguma para a "cartas à redação" de um jornal. Filmes só no cinema ou na videolocadora e música só na rádio, vinis ou copiando fitas cassete. Fomos forjados com uma das melhores ferramentas educacionais: a frustração. Educar é frustrar. É mostrar para o indivíduo que ele não pode tudo e que o mundo nem sempre vai se moldar às suas vontades. A falta disso é que faz essas crianças de 20 e 30 anos hoje em dia agirem como bebezões mimados que tudo esperneiam e por tudo se ofendem. Vivem em bolhas, consumindo apenas o que já reforça o que sua educação precária e militante enfiou nas suas cabeças e se chocam ao descobrir que nem todo mundo pensa igual. Falam tanto em diversidade, mas não suportam nem uma dose leve dela. Daí partem para a "problematização", a vitimização e a censura pura e simples. Afinal, vamos falar sério, é numa sociedade na qual um filme é boicotado e perseguido por ter muitos personagens brancos que você quer viver? Ou onde "leitores sensíveis" decidem o que você pode ler? Falando português claro: o outro nome para "leitores sensíveis" é censores. Então para um filme ou programa ser válido precisa parecer um rodízio étnico e sexual? Se não tiver o negro, o trans, o homo, a lésbica, o enrustido, o índio e a torradeira que fala e curte filmes pornô não pode? Essa gente precisa ser combatida e derrotada na marra, senão as próximas gerações serão compostas por malucos que fazem sexo com pés de soja e ainda acham normal. É preciso ter noção de que essa coleira ideológica é resultado de anos de estupro educacional que os jovens sofrem nas escolas e através da TV e grande imprensa e que é preciso agir já, tanto para não permitir que esse totalitarismo "do bem" vire uma ditadura do politicamente correto, quanto para salvar as gerações futuras desse desarranjo mental. E a melhor maneira disso é frustrando suas pretensões de ditadorezinhos da sinalização da virtude, que no fundo só fazem barulho e impressionam pela gritaria. Se você não é vendedor de vanilla latte, leite de soja e glitter, provavelmente o máximo que eles vão fazer é berrar contra você, já que não são consumidores de nada que tenha para oferecer. Quem banca mesmo são os pais.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

O que Donald Trump provavelmente diria a Jair Bolsonaro neste momento

De: trump@maga.us
Para: jair@bolsonaro.br
Grande Jair, Tudo bom?
Escrevo esta carta com a melhor das intenções, já que acredito que um movimento semelhante ao que me levou à presidência dos Estados Unidos seria muito bom para o Brasil.
Não sei se você sabe, mas eu também tive uma formação militar. Quando era jovem, dava umas fugidinhas até Manhattan sem o consentimento dos meus pais, que me matricularam na Academia Militar de Nova Iorque, onde esperavam que eu aprendesse alguma disciplina.
Confesso que não sou chegado à rígida disciplina militar, mas não é por causa disso que não imponho alguma ordem em tudo o que faço. Não é à toa que peguei um milhão de dólares emprestados com o meu pai e, décadas depois, minha fortuna podia ser contada na casa dos bilhões.
Virei celebridade na TV, dono de resorts, casinos e campos de golf, mas um dia, ao ver que o então presidente Barack Obama debochava de mim durante um jantar para correspondentes, entendi que nem todo o dinheiro do mundo me daria o poder e a influência de um presidente dos Estados Unidos.
Resolvi que o emprego mais poderoso do mundo seria meu e, como tudo o que faço, mergulhei de cabeça nesta empreitada. Trataram minha candidatura como uma excentricidade, como um mero fenômeno da internet (soa familiar?) e disseram que eu jamais teria chance de chegar até a eleição (olha mais uma coincidência).
Todos, um a um e sem exceção, quebraram a cara. Hoje o emprego é meu e o choro é livre.
Só que decidir concorrer é a parte fácil. Montar uma campanha, gerenciá-la e estar na frente no momento da contagem dos votos é a parte complicada. Montei uma estrutura enxuta para padrões das campanhas no meu país e gastando metade do que a minha oponente torrou consegui pulverizar sua vantagem nos estados que contavam.
Mas para isso aprendi com alguns erros, troquei o staff da campanha quantas vezes precisou, demiti assessores indesejáveis, aprendi com o mau desempenho no primeiro debate e me preparei com afinco para o segundo (no qual destrocei a Sra. Clinton) e mantive o foco na minha mensagem.
Nada seria capaz de me distrair, de me tirar da defesa das minhas propostas de campanha e, acima de tudo, de me afastar do meu eleitorado. E para isso é preciso estar em vários lugares ao mesmo tempo.
Não se engane: todo esse caos que parecia me rodear na campanha e também neste meu primeiro ano na Casa Branca é só aparência mesmo. Existe um método em tudo que faço e lembrar do porquê comecei tudo sempre ajuda a manter o olhar no horizonte e não me perder em miudezas.
Sua campanha no Brasil começou assim como a minha. Um movimento popular, de base e de pessoas cansadas da política tradicional. Aqui elas também se juntavam e me recebiam em ginásios e hangares de aeroportos, pagavam outdoors e anúncios na TV (nossa legislação permite) e carregavam meu nome para todo canto.
Só não se esqueça: essa gente, que deseja te ajudar, também precisa ser ajudada.
Comece a pensar que você pode estar a apenas alguns meses de exercer o cargo mais importante do seu país. Monte um time, organize sua campanha, estabeleça funções, não permita que sua mensagem se dissipe em inutilidades, se livre de qualquer um ou qualquer coisa que faça peso, se prepare muito (conselheiros são um pé no saco, mas ajudam a melhorar nossa postura e assim disseminar melhor nossa mensagem) e aprenda mais e mais a cada dia.
Lembre-se sempre que tem muita gente não só contando com você, mas trabalhando, de graça, por você, apenas por amor ao país e por acreditar no que você representa.
Algo assim é inestimável e poucos políticos podem contar com isso. Aqui mesmo, somente o Barack (que anda chateado porque o contrariei e venci a eleição) e eu. No seu país, nem o Lula, que possui tantos apoiadores quanto sindicatos possuem filiados.
Se conselho fosse bom, eu como empresário de sucesso venderia, mas nesse caso ofereço de graça para você: não perca essa oportunidade. E se você não montar a melhor máquina de campanha e não se preparar para dar o melhor de você, infelizmente ela pode passar.
Meu pagamento? Te encontrar um dia numa reunião de líderes e poder trollar o Obama dizendo que você, Jair, é que é o cara.
Um forte abraço, my man,
Donald.

Pobre quer é lei e ordem

Traficante com fuzil dando tiro, tráfico de drogas, execuções, achaques, arregos, foguetório quando chega a polícia, comércio fechado, ônibus incendiado. Isso não viola direito constitucional?
O que viola é o soldado do Exército levando a lei e a ordem?
Tomem vergonha na cara.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A OAB pode ir pastar

Que obsessão da esquerda, da OAB, da imprensa e até do MP em manter as favelas como zonas livres para o crime?
É incrível.
"A polícia invadiu o morro". "O Exército ocupou a comunidade". Quer dizer, ocupação não era o que as quadrilhas faziam? As forças da lei é que são tratadas como se "invadissem" algum território?
Esculacho, toque de recolher, venda de drogas, milícias, tudo isso pode? Revistar quem entra, checar antecedentes e coibir o crime é "abuso"?
O CRIME em geral e o TRÁFICO DE DROGAS não incomoda essa gente há 40 anos, mas quando vem a polícia ou o exército NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO violência contra o pobre.
É asqueroso.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O crime compensa

Lula, solto. Garotinho, solto. Renan, solto. Dirceu, solto. Jucá, solto. Barata, solto. Wesley JBS, solto. Aécio, solto. Dilma, solta. Padilha, solto. Paes, solto. Gleisi e Paulo Bernardo, soltos. Doze mil presas, soltas para manter a Adriana Ancelmo solta.
Conclusão: no Brasil o crime só não compensa se você for o Marcinho VP, o Cabral ou o Eduardo Cunha.
Isso até o Gilmar Mendes não mandar soltar os dois últimos.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A esquerda é apaixonada pelo crime

Imagina viver nesse mundo em que esses justiceiros sociais, "especialistas", políticos de esquerda e ongueiros vivem?
Abrem a porta do banheiro para escovar os dentes de manhã e encontram um fascista lá dentro. Entram no elevador e o ascensorista é um supremacista branco. Um cachorro late na rua, eles olham e o bicho é a cara do Hitley.
Zombavam tanto da direita que "via comunistas debaixo da cama" que agora eles vêem forças de ocupação onde simplesmente existem soldados levando a lei e a ordem para pardieiros que eles mesmos criaram com sua política leniente em relação à ocupação irregular, ao combate ao crime, à punição de bandidos e às reais soluções para a zona de baixo meretrício que virou a sociedade brasileira.
Não existe mais o menor respeito pela lei, imensas zonas das grandes cidades são zonas liberadas para o crime, jovens cada vez mais novos são cooptados, a educação produz somente militantes e analfabetos funcionais, a justiça - com sua morosidade, suas mordomias absurdas e sua leniência com bandidos endinheirados - envia mensagens à toda a sociedade de que o crime compensa, a classe política se entrega à rapinagem e à marquetagem, ou seja, quem pensa em resolver o problema de verdade?
Aí quando algo, qualquer coisa, ainda que mal planejada, é feita, chega a OAB, as ONGs, os militantes do ministério público e de toga, os políticos que vivem da administração da miséria e sabotam, criticam, inviabilizam, insuflam as massas contra a própria libertação do crime.
Para eles a solução não é permitir o porte de arma, a ocupação de favelas pela força da lei, o endurecimento de penas, reduzir a maioridade penal, urbanizar palafitas.
Não, solução é permanecer no eterno ciclo palestra de sociólogo, oficina de artesanato da ONG, vestir branco e abraçar a lagoa, deixar o cidadão desarmado, bater em lata, dizer que tudo é culpa da "desigualdade" e falta de "justiça social".
Como sempre, querem combater diarréia com purgante. E o resultado é a c* que nós já conhecemos.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Os afro-warriors

Um cidadão resolveu fazer um alerta no Twitter para todos os negros como ele: evitem assistir o filme "Pantera Negra" dublado, porque todos os dubladores são brancos.
Por mais absurdo que possa parecer, teve gente apoiando a idéia, inclusive aquele site apaniguado do PT, o "Mídia Ninja" (que curiosamente não é propriedade de japoneses ou descendentes).
Observo aqui e ali essa tendência à transformação do combate ao racismo em guerra racial. Não vou falar em racismo reverso porque isso realmente não existe, só existe racismo. E um branco, um negro ou um oriental podem ser racistas igualmente.
São jovens negros "empoderados" por uma educação tão precária quanto ideológica ofendendo pessoas de etnias diferentes na internet e até mesmo outros negros.
- Palmiteiro! - dizem para negros e negras que se relacionam com brancos.
- Capitão do mato! - urram para outros negros que não seguem sua cartilha.
- Branco azedo! Branco fazendo branquice! Branquelo! - vomitam para quem ousa contrariá-los.
Fora a estupidez mastodôndica da tal "apropriação cultural", como se tranças, turbantes ou tambores - todos presentes em outras culturas como a viking, a árabe e a oriental - fossem exclusividade de africanos e seus descendentes.
Mais curioso ainda é que este tipo de coisa - "sai pra lá, branco, isso aqui é coisa de negro" - é defendida por quem chama o presidente americano Donald Trump de "racista" e "xenófobo" e por quem prontamente acusa de "racismo" qualquer pessoa que exalte uma origem ancestral que não seja africana.
O filme "Pantera Negra" fatalmente despertaria tais sentimentos. Já teve gente dizendo que "brancos nem deveriam assistir", porque "o filme não foi feito para eles".
Imagina o absurdo se resolvem que existem invenções ou manifestações artísticas "exclusivas" de uma "raça"?
Somente nordestinos poderiam assistir ao "Pagador de Promessas". Italianos e seus descendentes, "O Poderoso Chefão". E só smurfs poderiam assistir "Avatar".
No filme "White man's burden", estrelado por John Travolta, uma sociedade é mostrada com "sinal trocado" e negros "oprimem" brancos. O filme é exagerado, mas sempre achei que fosse uma espécie de alerta sobre o racismo, uma forma alegórica de mostrar uma realidade e, através do choque, conscientizar as pessoas.
Mas pelo comportamento desses "movimentos afro" de hoje, começo a achar que não era um alerta, mas um desejo.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Os vermelhos da esquerda e o vermelho do comando

Quando a pessoa tem algum problema de saúde, vai num médico. Quando precisa reformar sua casa, chama um arquiteto. Se tem algum defeito no carro, vai no mecânico. 

Mas curiosamente quando o problema é segurança pública, a imprensa e grande parte da sociedade não procuram as pessoas que trabalham e vivem na área, mas artistas, celebridades, músicos em fim de carreira, antropólogos e sociólogos que, desde que o Rio não era o paraíso das gangues, preconizam as mesmas fórmulas que deram e dão errado.

Já podemos dizer com certeza que frases de efeito como "favela não é problema, é solução" ou ações como oferecer oficina de batuque em lata e artesanato em garrafa pet não funcionam. O pobre já faz isso sozinho. Os morros clamam é por cursos profissionalizantes - mecânica, elétrica, construção civil, marcenaria e, por que não, violino, webdesign, programação - e não por reforços ao estereótipo do favelado alegórico que povoam os sonhos molhados da esquerda nas federais e na Zona Sul.

Um antropólogo ou sociólogo pode se debruçar em milhares de teses e estatísticas sobre a violência urbana, mas nunca subiram um morro levando tiro, nunca estudaram ações de comando e guerra assimétrica, nunca tiveram que prender um meliante e vê-lo solto por algum filhote de Gilmar Mendes dois dias depois, nunca viram as mazelas da sociedade fora das suas visitinhas regulamentares nas "comunidades", para tirar fotos, abraçar crianças com o nariz melequento e depois postar nas redes sociais para provar que tem "consciência social".

O mesmo pode-se dizer de ONGs financiadas com dinheiro público ou estrangeiro para gerenciar a miséria. Por que essa gente iria querer resolver mesmo o problema habitacional, educacional, social e econômico, fora a violência urbana, e perder sua galinha dos ovos de ouro na forma de miseráveis e desvalidos?

A GloboNews - sempre ela - convidou uma "especialista" chamada Jaqueline Muniz, uma eleitora do PSOL, para comentar a intervenção federal no Rio. Em meio a algumas coisas corretas ditas com as piores intenções no meio de um ataque de histeria, saíram pérolas como "o Exército veio passar o carnaval no Rio e resolveu ficar", como se os militares não obedecessem a um comando civil e como se estes tivessem resolvido dar algum "golpe" para "matar pobres".

O problema (para esses "especialistas"), é que a maior parte dos pobres, que não estão aparelhados, sofre com o crime, com o caos e a desordem, e são a favor de que o poder público lembre deles de vez em quando.

Possuímos gente muito qualificada nas forças armadas, nas polícias, no judiciário, pessoas que lidam com o crime diariamente, que dedicam suas vidas ao estudo de problemas e busca de soluções. Por que a GloboNews e o resto da imprensa não chama essas pessoas para opinar, esclarecer? Precisa ser sempre algum esquerdista de vitrine, o Gregório Duvivier ou a Camila Pitanga?

Porque impressão que dá é que os vermelhos da Zona Sul e das federais prefere que zonas inteiras fiquem entregues ao Comando Vermelho, não por afinidade de cor, mas por fetiche ideológico.

Chega, né?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A intervenção necessária no Rio

Tem muita gente por aí tratando a intervenção federal no Rio de Janeiro com a leviandade de uma campanha eleitoral para síndico de prédio.
Já vi analista elaborar teses sobre como isso beneficiaria uma eventual reeleição do presidente Temer (acredite se quiser), já vi gente falando que todos que se opõem à forma como será realizada são a favor do crime por razões eleitoreiras, já vi pessoas afirmando que aqueles que desejam uma liberdade de ação maior para o Exército querem "matar pobres impunemente".
Como se nota, é um festival de bobagens, malandragens e picaretagens retóricas.
O problema do Rio de Janeiro, como eu vivo dizendo, não vem de ontem e não será resolvido amanhã. Mas não é por isso que não se deve começar a agir hoje.
A crise é aguda e isso demanda inicialmente ações determinadas. Ninguém aqui está dizendo que só o Exército na rua resolve, mas num primeiro momento, sim.
Esse pessoal de esquerda na academia, na imprensa e em ONGs desarmamentistas financiadas por estrangeiros tem sempre uma fórmula mágica: tem que dar educação, serviços, etc.
Sim, tem, mas no momento o problema é de polícia mesmo.
Não dá para o paciente chegar no hospital depois de um acidente de carro e ao invés do médico tratar dos seus traumas começar a dar uma lição: você tinha que ter dirigido com mais atenção, respeitar os limites de velocidade, fazer revisão nos freios...
Todos sabem disso, mas até o fim da lição de moral o paciente já se foi.
As UPPs diminuíram a violência, mas a política de permitir que a bandidagem fugisse levou a criminalidade para outros municípios do grande Rio e interior. Se o Exército for chamado para aplicar esse "espalha rodinha" de novo, não vai funcionar.
Não é torcer contra, é a realidade.
Mas também não funciona só ocupar todos estes locais com força militar e/ou policial. Todos, sem exceção, precisam ser ordenados e integrados de forma definitiva à legalidade.
O Rio tem uma cultura de exaltação das favelas, áreas geográfica e legalmente apartadas da cidade por vários fatores. Estes locais são o paraíso da criminalidade, da contravenção e da desordem.
Desde a boca de fumo, passando pelo gatonet, pelo monopólio da venda de gás de cozinha, transporte alternativo, tudo controlado por milicianos, policiais corruptos e acobertado por gente da política e do judiciário, tudo prospera ali.
Bater lata e fazer oficina de artesanato em garrafa pet não vai solucionar isso. Ponto.
Só que qualquer tentativa de remoção ou ordenamento é tratada como higienismo, daí aquele território abandonado fica entregue ao crime. Se esses furúnculos não forem lancetados para que seu conteúdo pútrido e fétido seja drenado, a inflamação social continuará no mesmo lugar. E quem mais sofre é a imensa maioria de pessoas boas que vivem nestes lugares por falta de opção.
O destino de uma sociedade não é aleatório, mas consequência de escolhas que os cidadãos fazem ou deixam de fazer.
O Rio de Janeiro e o Brasil precisam parar e pensar no seguinte: estamos aqui, mas para onde queremos ir? Se o destino traçado é rumo a um país onde não seja perigoso ir comprar um pão na esquina, então o caminho é conhecido.
Tratar criminoso como criminoso, punir de verdade quem transgride a lei seja de que classe social ou posição for, não permitir que um centímetro de qualquer cidade seja cedido a quadrilhas de qualquer espécie, valorizar a atividade policial sendo intransigente com a corrupção, oferecer caminhos para que as pessoas não somente sobrevivam, mas percebam que trabalhar e seguir as leis é bom para elas.
A grande questão é: quem vai dar o primeiro passo?

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A culpa é sua, carioca

O Rio de Janeiro vai sofrer intervenção federal na segurança pública e o Exército vai para as ruas. O problema é que não é só polícia na rua que o Rio precisa, mas polícia que aja na rua e de um estado que funcione.
Fora isso, a segurança pública do estado é um reflexo do estado em si: falido, corrupto, decadente, abandonado.
Desde Chagas Freitas, passando por Leonel Brizola, Moreira Franco, Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, incompetentes, populistas, palermas, corruptos, inaptos e marginais se alternaram no governo do Rio, sendo, portanto, múltiplos pais desta situação de apocalipse zumbi que vive esta unidade da federação.
O eleitor carioca não é muito melhor, já que assiste (e sofre) tudo isso sem tomar uma atitude, nem que seja canalizar a revolta na hora de votar. Toda essa gente - e mais um monte de gente terrível que infesta a assembléia legislativa, as prefeituras e câmaras do estado - conta com a indiferença e a conivência da gente bronzeada que segue fingindo que vive na "cidade maravilhosa" ou no "cartão postal do Brasil".
Mudar o Rio passa bem longe de apenas chamar o Exército de vez em quando para acudir quando a goteira na sala vira tsunami.
O certo, se as susceptibilidades da esquerda que dizimou aquele estado não ficassem ofendidas, seria uma intervenção total, com o afastamento do governador, a prisão de pelo menos metade da assembléia legislativa, a suspensão e revisão de contratos, a limpa total nas duas polícias, a desinfecção e desbridamento de todo tecido necrosado, cheio de parasitas, que se pendura nos combalidos cofres do estado.
O governador, já no fim do caótico carnaval, se declarou incompetente na TV. Disse que o estado "não estava preparado". Isso não é novidade.
Tirando pelas maquiagens e medidas emergenciais tomadas para criar um clima de segurança e ordem artificial durante as olimpíadas (chegaram a represar água de esgoto para a enseada de Botafogo ficar mais limpa), o Rio de Janeiro nunca está preparado para nada.
Seja para situações de insegurança, seja para desastres naturais, seja para o combate à corrupção e desordem endêmicas.
O estado nunca está preparado, mas os bandidos, os corruptos, os delinquentes que tomam milhões como reféns estão.
No Rio, a bandidagem - das ruas e dos palácios - exibe a competência que o governo e as instituições de estado nunca tem.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Coerência não dá samba

Carnaval é a festa que faz as pessoas esquecerem a realidade, é quando alegorias e adereços desfilam pela avenida fazendo um show ilusionista.
Agora me diga se desconexão com a realidade e ilusionismo não é a cara da esquerda?
Não é à toa que resolveram adotar a Paraíso do Tuiuti, pequena escola do bairro carioca de São Cristóvão, como sua queridinha, tudo por causa de um figurante fantasiado de Michel Temer vampiro e de uma ala ironizando os brasileiros que protestaram contra o governo corrupto de Dilma Rousseff e do PT.
Note que, para a escola comandada - e o termo é esse mesmo - por Renato "Thor", um sujeito que anda com um bracelete de ouro que pagaria muitas bolsas família, a roubalheira na Petrobras, na Caixa, nos Correios, no BNDES e demais estatais, a quadrilha de empreiteiras que davam de mamar para o PT, fora o resto, nada disso é problema.
Problema mesmo é a dona de casa de classe média que bateu panela durante o Jornal Nacional.
Mas onde estou com a cabeça falando em grandes questões nacionais?
A escola de samba de Renato "Thor" falou mal da flexibilização da CLT em seu desfile-militante mas só possui três, isso mesmo, TRÊS funcionários com carteira assinada. O resto da moçada da quadra e do barracão vai na base da "exploração" mesmo.
E o que dizer de abrir o cortejo falando da escravidão, injustiças, corrupção e até hoje se recusar a prestar assistência para as vítimas do carro alegórico da escola que atropelou 20 pessoas, deixando uma delas morta?
Segundo a filha da vítima fatal, a agremiação até hoje não indenizou nem mesmo a família da mulher que matou.
A Paraíso do Tuiuti não fez desfile de protesto, mas uma propaganda partidária, uma panfletagem ideológica.
Sabendo que a esquerda está pronta a adotar qualquer um que abane o rabo para ela, independente do tipo de sujeira que tenha feito ou da natureza medíocre que possua - péssimos cantores viram "cantoras transsexuais", artistas medíocres viram astros, cretinos fundamentais viram gênios, bastando para isso se ajoelhar para a cartilha - correu para o abraço e bancou a justiceira social fazendo crítica consciente. Tudo ilusão, claro.
A moral da história é: mate uma pessoa com um carro alegórico, não assuma a responsabilidade e reclame das injustiças do mundo, faça um enredo sobre direitos trabalhistas e não assine a carteira de ninguém, fale mal do Temer esquecendo quem colocou o Temer de vice, ofenda milhões de pessoas que foram às ruas protestar de acordo com suas consciências e vire a "campeã do povo" da esquerda.
Coerência, pelo visto, também não dá samba.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A corte carnavalesca e a plebe que empurra a alegoria

Durante uma boa parte da minha vida eu gostei de carnaval. Tanto que participei dos desfiles das escolas de samba do Rio durante 11 anos. Três na União da Ilha do Governador, levado por amigos e 8 na Beija-Flor de Nilópolis, aquela pela qual sempre torci desde os 3 anos de idade.
Em 1998, há 20 anos, portanto, resolvi me afastar dos cortejos carnavalescos durante um insight que tive na frente do recuo da bateria na rua Salvador de Sá: mas por que cargas d'água estou aqui sendo empurrado para frente, com gente berrando nos meus ouvidos?
E não importa quem você seja - passista, ritmista, velha guarda - a menos que esteja no topo, sempre alguém vai berrar contigo ou te dizer para onde ir durante um desses desfiles.
O que ocorre na Sapucaí é uma repetição de micro universos onde pessoas muito pobres/comuns se tornam importantes durante 80 minutos. E para elas está bom.
Chegam em ônibus fretados pelas escolas de samba carregando fantasias quentes e pesadas em sacolas plásticas, ficam ali na concentração que ocorre na beira do Canal do Mangue, um curso de água poluída e fétida que corta o centro do Rio, esperam longas horas num pedaço escuro da avenida Presidente Vargas, recebem, aos berros, ordens para vestir aquelas geringonças e vão sendo empurrados até uma curva que dá para um mar de luz e som.
Já lá dentro, braços abertos para se exibir para os turistas nas frisas e arquibancadas, e para ricaços, celebridades e autoridades nos camarotes, continuam sendo empurrados aos gritos de "bora, porra", "vamos, caralho", "anda, merda", pelos diretores de ala e de harmonia, que também são apenas figurantes com um pouco mais de importância.
São pintores de parede, pedreiros, motoristas de ônibus, donos de pequenos comércios, funcionários de empresas, professores, que exercem com gosto ali naquele micro universo todo o seu micro-poder, que é a capacidade de mandar no "componente".
Estrelas mesmo só os artistas, mulheres plastificadas casadas com ricaços e as famílias dos bicheiros, que descem do camarote já na área de início de desfile (nem pensar em se misturar com o populacho na beira do canal de esgoto) e sobem para carros alegóricos ou posições de destaque cercados de pessoas com camisas de "apoio".
Mas na TV é uma coisa linda, todos na "festa popular".
A realidade é que o desfile das escolas do Rio de Janeiro, movido a dinheiro sujo de bicheiro misturado com dinheiro público, é uma festa repetitiva e elitista que se vende como cultura popular.
O pobre ali só serve para empurrar alegoria, empurrar componentes para frente, bater tambor, servir os comensais e fazer a segurança.
E o jet set faz pose de que gosta de batucada enquanto se empanturra de champanhe e camarão nos camarotes refrigerados.
Ficam ali observando aquilo como um zôo, ora correndo para as salinhas reservadas com serviço de bufê, ora se misturando rapidamente ao populacho para fingir que é "do povo".
Mas lavando bem as mãos com sabonete líquido depois.
Assim como lavam as mãos para a real essência daquela festa e da origem do dinheiro que a patrocina.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Skindô, skindô


E já que o carnaval vem aí - para comemorar sabe-se lá o que - com toda aquela "herança histórica", "identidade nacional", "malemolência brasileira".

E com suas escolas de samba com aqueles enredos que ninguém entende e que botam Dom Pedro do lado de Carmem Miranda e Madonna, blocos de gente bêbada, suada e inconveniente interrompendo o trânsito e deixando um rastro de lixo por onde passam, etc., vamos trazer uma recordação dos primeiros habitantes desta Terra de Vera Cruz pelo pincel de Debret, que registrou um mijão nas ruas devidamente acompanhado do seu serviçal, para mostrar definitivamente que no Bananão não importa a classe social, todo mundo é porco igual.


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Chama o traficante

Li a manchete: "traficantes de Macaé proíbem o uso de maconha na rua" e no ato pensei: parece que atualmente os traficantes têm mais noção do que os universitários do DCE.
Ande em qualquer bairro de classe média alta do Brasil e você correrá o risco de esbarrar com um de seus típicos habitantes: o maconheiro beleza.
Vai estar passeando com o cachorrinho, sentado num canteiro conversando com amigos ou simplesmente caminhando ouvindo música nos seus earpods enquanto banca uma chaminé rastafari.
Não me entenda mal: não acredito que a criminalização do uso recreativo da maconha contribua com a sociedade, penso que alguma solução intermediária entre a proibição e o libera geral deveria ser buscada, mas acredito muito que o incentivo ao uso do bom senso contribui bastante.
Tudo tem hora e lugar.
Nunca achei bonito aqueles sujeitos que tomam porre em festa infantil e ficam dançando em cima dos docinhos como se fosse um queijo de boate de strip. Assim como sempre achei inconvenientes aqueles fumantes que baforavam em ambientes fechados, deixando todo mundo com cheiro de cinzeiro.
Nenhuma das duas práticas - beber e fumar cigarros - é proibida, mas supõe-se que a pessoa utilize do bom senso para fazê-las.
O cara teoricamente até poderia passear com o cachorro, conversar com amigos e ouvir música fumando a maconha dele, mas pra que soprar aquilo no poodle da vizinha? Por que fumar sentado num canteiro na frente de uma escola?
Lembro quando fiz faculdade. Várias pessoas curtiam fumar seu baseadinho, mas se um professor passasse, ainda que o professor fosse o maior maconheiro, elas escondiam o cigarrão, até para manter o respeito.
Hoje os jovens não querem apenas fumar maconha, mas sentar na sala de aula - onde é proibido até cigarro normal - e ficar ali dando uns tapas enquanto o professor explica alguma lei universal ou teoria. Querem fumar no batizado do primo, no casamento da irmã, no velório do tio-avô.
Aí precisa chegar um traficante e botar ordem na casa.
Olha a que ponto chegamos.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Lava-jato sim, mordomias não

Sou 100% a favor da lava-jato mas não me chame para ser groupie de juiz porque isso eu não vou ser.
Prender o Lula é um imperativo moral e um marco simbólico, não um fim em si mesmo. Não adianta prender o Lula e permitir que o resto da corte de Maria Antonieta nacional siga vivendo que nem uma força de saque e ocupação.
Auxílio-moradia, demais penduricalhos, prebendas e mordomias precisam acabar, não interessa quem é o beneficiário e se ele é um bom juiz como o Moro ou um juiz horroroso como o Toffoli.

E vamos parar com teorias de conspiração, não existe campanha para "desmoralizar o judiciário". Com raríssimas exceções o judiciário já é completamente desmoralizado.
Pergunte ao vulgo ali na praça se ele acha que a justiça está ao seu lado.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A corte tropical de Maria Antonieta

Hoje um ministro do STJ disse no Twitter que os juízes daquela corte têm uma missão "quase divina".
Fora do ambiente das cortes, onde são cercados pelos habituais puxa-sacos e louvaminheiros, e exposto à selva das redes sociais, logo teve que ler respostas como "deve ser por isso os salários olímpicos" e "daí a se acharem no direito de mordomias".
Prontamente ele saiu insultando as pessoas, dizendo que estas "não sabem ler" e mandando os descontentes "fazerem concurso públicopara terem direito às regalias". Ao fim deve ter voltado para seu gabinete, onde o séquito de serviçais tem um efeito melhor para o ego do que o espelho, espelho meu, da história da Branca de Neve.

E isso aconteceu logo na mesma semana em que outro juiz, Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, se envolveu numa polêmica nas redes sociais por conta de um auxílio-moradia que ele e a esposa, também juíza, recebem ainda que morando na cidade onde sempre viveram.
Nenhum cidadão comum tem direito a este tipo de penduricalho. Se você mora na cidade A e recebe um convite de trabalho na cidade B, vai fazer as contas e verificar se, descontadas as despesas, tal mudança é interessante. Não vai simplesmente virar para seu novo empregador e dizer: me dá aí a grana do aluguel.
Como bem observou o colunista Ricardo Rangel, Bretas não se contentou apenas com um auxílio moradia, que possivelmente paga um belo apartamento num bom bairro do Rio, mas precisou ir à justiça pedir que sua mulher também recebesse, talvez para acomodar mais confortavelmente os dois egos num apartamento maior.
Sua resposta ao questionamento das redes sociais não foi grosseira como a do juiz do STJ, mas talvez tenha sido até pior, tamanho o deboche e a falta de conexão com o mundo real.
Sarcástico, disse que tem o “defeito” de buscar na justiça o que acha que é seu de "direito". Nada de desculpas, nada de abrir mão da prebenda, simplesmente o deboche: um casal que, junto, recebe em torno de 50 mil reais de salário por mês, ainda se acha certo ao recorrer ao corporativismo judiciário para embolsar mais 8 mil.
Sozinho o judiciário custou 84 bilhões de reais aos cofres públicos em 2016.
Isso tudo mostra como é urgente uma emenda ou reforma constitucional que mexa de maneira determinada neste poder. Não é compatível com a situação da maioria da população do país ou com qualquer medida de decência que promotores, juízes, desembargadores e ministros ganhem 30, 50, 100 mil reais por mês, fora as mordomias.
Essa gente toda precisa ser tirada do mundo da Lua e trazida à Terra urgentemente, ainda mais porque com raras e honrosas exceções como a operação lava-jato, o que produzem não justifica o que ganham.