sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A culpa é sua, carioca

O Rio de Janeiro vai sofrer intervenção federal na segurança pública e o Exército vai para as ruas. O problema é que não é só polícia na rua que o Rio precisa, mas polícia que aja na rua e de um estado que funcione.
Fora isso, a segurança pública do estado é um reflexo do estado em si: falido, corrupto, decadente, abandonado.
Desde Chagas Freitas, passando por Leonel Brizola, Moreira Franco, Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, incompetentes, populistas, palermas, corruptos, inaptos e marginais se alternaram no governo do Rio, sendo, portanto, múltiplos pais desta situação de apocalipse zumbi que vive esta unidade da federação.
O eleitor carioca não é muito melhor, já que assiste (e sofre) tudo isso sem tomar uma atitude, nem que seja canalizar a revolta na hora de votar. Toda essa gente - e mais um monte de gente terrível que infesta a assembléia legislativa, as prefeituras e câmaras do estado - conta com a indiferença e a conivência da gente bronzeada que segue fingindo que vive na "cidade maravilhosa" ou no "cartão postal do Brasil".
Mudar o Rio passa bem longe de apenas chamar o Exército de vez em quando para acudir quando a goteira na sala vira tsunami.
O certo, se as susceptibilidades da esquerda que dizimou aquele estado não ficassem ofendidas, seria uma intervenção total, com o afastamento do governador, a prisão de pelo menos metade da assembléia legislativa, a suspensão e revisão de contratos, a limpa total nas duas polícias, a desinfecção e desbridamento de todo tecido necrosado, cheio de parasitas, que se pendura nos combalidos cofres do estado.
O governador, já no fim do caótico carnaval, se declarou incompetente na TV. Disse que o estado "não estava preparado". Isso não é novidade.
Tirando pelas maquiagens e medidas emergenciais tomadas para criar um clima de segurança e ordem artificial durante as olimpíadas (chegaram a represar água de esgoto para a enseada de Botafogo ficar mais limpa), o Rio de Janeiro nunca está preparado para nada.
Seja para situações de insegurança, seja para desastres naturais, seja para o combate à corrupção e desordem endêmicas.
O estado nunca está preparado, mas os bandidos, os corruptos, os delinquentes que tomam milhões como reféns estão.
No Rio, a bandidagem - das ruas e dos palácios - exibe a competência que o governo e as instituições de estado nunca tem.
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