terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Os vermelhos da esquerda e o vermelho do comando

Quando a pessoa tem algum problema de saúde, vai num médico. Quando precisa reformar sua casa, chama um arquiteto. Se tem algum defeito no carro, vai no mecânico. 

Mas curiosamente quando o problema é segurança pública, a imprensa e grande parte da sociedade não procuram as pessoas que trabalham e vivem na área, mas artistas, celebridades, músicos em fim de carreira, antropólogos e sociólogos que, desde que o Rio não era o paraíso das gangues, preconizam as mesmas fórmulas que deram e dão errado.

Já podemos dizer com certeza que frases de efeito como "favela não é problema, é solução" ou ações como oferecer oficina de batuque em lata e artesanato em garrafa pet não funcionam. O pobre já faz isso sozinho. Os morros clamam é por cursos profissionalizantes - mecânica, elétrica, construção civil, marcenaria e, por que não, violino, webdesign, programação - e não por reforços ao estereótipo do favelado alegórico que povoam os sonhos molhados da esquerda nas federais e na Zona Sul.

Um antropólogo ou sociólogo pode se debruçar em milhares de teses e estatísticas sobre a violência urbana, mas nunca subiram um morro levando tiro, nunca estudaram ações de comando e guerra assimétrica, nunca tiveram que prender um meliante e vê-lo solto por algum filhote de Gilmar Mendes dois dias depois, nunca viram as mazelas da sociedade fora das suas visitinhas regulamentares nas "comunidades", para tirar fotos, abraçar crianças com o nariz melequento e depois postar nas redes sociais para provar que tem "consciência social".

O mesmo pode-se dizer de ONGs financiadas com dinheiro público ou estrangeiro para gerenciar a miséria. Por que essa gente iria querer resolver mesmo o problema habitacional, educacional, social e econômico, fora a violência urbana, e perder sua galinha dos ovos de ouro na forma de miseráveis e desvalidos?

A GloboNews - sempre ela - convidou uma "especialista" chamada Jaqueline Muniz, uma eleitora do PSOL, para comentar a intervenção federal no Rio. Em meio a algumas coisas corretas ditas com as piores intenções no meio de um ataque de histeria, saíram pérolas como "o Exército veio passar o carnaval no Rio e resolveu ficar", como se os militares não obedecessem a um comando civil e como se estes tivessem resolvido dar algum "golpe" para "matar pobres".

O problema (para esses "especialistas"), é que a maior parte dos pobres, que não estão aparelhados, sofre com o crime, com o caos e a desordem, e são a favor de que o poder público lembre deles de vez em quando.

Possuímos gente muito qualificada nas forças armadas, nas polícias, no judiciário, pessoas que lidam com o crime diariamente, que dedicam suas vidas ao estudo de problemas e busca de soluções. Por que a GloboNews e o resto da imprensa não chama essas pessoas para opinar, esclarecer? Precisa ser sempre algum esquerdista de vitrine, o Gregório Duvivier ou a Camila Pitanga?

Porque impressão que dá é que os vermelhos da Zona Sul e das federais prefere que zonas inteiras fiquem entregues ao Comando Vermelho, não por afinidade de cor, mas por fetiche ideológico.

Chega, né?
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