segunda-feira, 16 de julho de 2018

O bom e velho mundo sem lacração

Saudade do tempo em que você ia, por exemplo, num show dos Pet Shop Boys, que tem um público cheio de gays, e aquilo queria dizer apenas que você curtia a música dos Pet Shop Boys e não tinha nada a ver com a vida pessoal do restante da platéia.
Hoje em dia gostar de um artista, uma franquia de filmes, uma novela, um livro, etc., é uma declaração política, um hasteamento de bandeira, uma subida num palanque.
Se ouve isso, lê aquilo, curte aquilo outro, então é a favor/contra o "casamento" gay, a ideologia de gênero, o desarmamento, a plantação de batatas na Casa da Mãe Joana, enfim, gosta-se (ou deixa-se de gostar) de algo não baseado na qualidade que aquilo possui para a pessoa, mas baseado no que dizer que gosta/não gosta daquilo dirá para ao resto da sociedade sobre esta pessoa.
É a era da afronta - "vai tocar isso sim" - e da lacração - "não curte música tal por que, 'amore', você é 'homofóbico'?".
Uma geração de gente chata e mimada que foi criada pensando que é o centro do mundo. Deu nisso: o mundo está sem centro.
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